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O efeito bumerangue na Europa
por JOSÉ ALBERTO DA SILVA JÚNIOR - terça, 22 novembro 2011, 20:19
 

Por Tiago Lethbridge


EXAME.comSão Paulo - Por mais de 1  000 anos, os monges do mosteiro de Vatopedi viveram imersos na mais absoluta contemplação. Construído em 972 por religiosos às margens do Egeu, na Grécia, o mosteiro abriga hoje cerca de 100 monges que acordam às 5 da manhã para tocar o sino da igreja, depois cuidam dos jardins, do almoço, do jantar e rezam entre uma coisa e outra.

Nenhuma mulher — ou animal do sexo feminino, exceto gatas (não pergunte por quê) — pode entrar. Até aqui, quase tudo normal. Mas, em 2008, a coisa se transformou: os barbudos monges ortodoxos de Vatopedi partiram para a heterodoxia financeira e acabaram protagonistas de um escândalo.

No centro da controvérsia, estava um lago de propriedade do mosteiro. Numa transação bizarra, os chefes dos Vatopedi trocaram seu lago por uma série de ativos imobiliários do governo federal. O pacote incluía um ginásio usado na Olimpíada de Atenas — e valia, em seu conjunto, cerca de 1 bilhão de euros. ]

Ninguém tem ideia dos argumentos usados pelos religiosos para convencer a cúpula do governo a trocar essa fortuna por água. Há três anos, o esquema dos Vatopedi foi revelado e o escândalo que se seguiu feriu de morte o governo. No lugar entraram os socialistas, que, ao fazer as contas, constataram: o acordo com os monges era o menor dos problemas financeiros do país. A Grécia estava quebrada.

Tentação

A crise grega já dura dois anos e, como se sabe, colocou a Europa numa encruzilhada — até hoje, os líderes europeus se dedicam, basicamente, a apagar incêndios que surgem a cada má notícia, sem resolver o problema causado pela pilha de dívida acumulada pelos países da periferia do continente. Como a Europa se meteu nessa?

O americano Michael Lewis, talvez o mais célebre jornalista financeiro da atualidade, decidiu investigar. E o resultado é o recém-lançado Boomerang — Travels in the New Third World (“Bumerangue — viagens pelo novo terceiro mundo”, numa tradução livre). A ideia do livro surgiu enquanto fazia entrevistas para seu projeto anterior, o best-seller A Jogada do Século.

Um de seus entrevistados, o investidor Kyle Bass — que ganhou fortunas apostando na quebra do mercado imobiliário americano — estava começando a colocar suas fichas na quebradeira de países. Investidores como Bass, escreve Michael Lewis, “não estavam mais falando do colapso de alguns títulos de dívida.

Mas do colapso de países inteiros”. Mais de dois anos atrás, Bass começou a acumular papéis que servem como um seguro contra um calote grego. Quanto mais barato esse papel, mais seguro o país aos olhos dos investidores. Na época, para segurar 1 milhão de dólares em títulos gregos, bastava pagar 1 100 dólares. Hoje, o mesmo título custa 300 000 dólares.

De 2002 em diante, cada um dos chamados países desenvolvidos — assim como seus bancos, empresas e cidadãos — se viu diante da mesma situação: havia no mundo inteiro uma enxurrada de crédito em escala jamais vista. O que fazer com essa dinheirama? “Não era só o dinheiro, era a tentação.

Sociedades inteiras puderam mostrar aspectos de seu caráter que, numa situação normal, não teriam dinheiro para mostrar. Foi dito a esses países: ‘As luzes se apagaram, você pode fazer o que quiser e ninguém vai ficar sabendo’ ”, escreve Lewis. Em Boomerang, ele narra suas visitas aos países que fizeram as escolhas erradas.

Sua primeira parada é a Islândia, um lugar com 300 000 habitantes que se transformou de colônia de pescadores numa espécie de fundo de investimento gigante. Lewis conta a história do operador de câmbio que ensinou pescadores a especular com moedas. Os bancos incharam.

Havia tanta dívida em moeda estrangeira que, quando o país quebrou e a coroa islandesa derreteu, os donos de Range Rovers colocavam fogo nos carros para levantar o dinheiro do seguro e, assim, conseguir pagar parte das dívidas.

Já a Irlanda entrou num frenesi construtor sem pé na realidade — o país saiu de séculos de pasmaceira para a riqueza extrema “sem passar por um período de normalidade” entre uma e outra. Seu boom imobiliário acabou em bancos quebrados e depressão econômica.

Mas é na Grécia que a loucura financeira chega a seu apogeu. Nos anos 80 e 90, os juros pagos pelos gregos eram 10 pontos percentuais maiores que os pagos pelos alemães. Não havia crédito para o consumo ou o financiamento imobiliário. Adotar o euro, escreve Lewis, foi a grande chance encontrada pelos gregos para mudar de vida.

Bastava para isso se enquadrar em algumas regras. A principal delas, baixar o déficit público para 3% do produto interno bruto. Foi fácil. Bastou fazer uma conta de chegada com o orçamento e manipular os índices de inflação — tirando, por exemplo, o tomate da conta quando seus preços subiam. Em 2001, a Grécia entrou no clube do euro.

E começou a farra. Lewis descreve um país tão corrupto que o leitor brasileiro chega a ter certo orgulho de Brasília — a milagrosa transação entre os monges e o governo é apenas um dos exemplos citados por ele. Ninguém paga impostos. Com juros em níveis germânicos, o governo grego se transformou num restaurante daqueles em que se pode comer à vontade.

Os salários dobraram. A idade mínima para a aposentadoria para aqueles que têm profissões “extenuantes” é 55 anos para homens e 50 para mulheres. O problema é que há mais de 600 profissões consideradas “extenuantes” — entre elas cabeleireiro, radialista, garçom e músico.

Quando o atual governo assumiu, em 2009, constatou que o buraco nas contas públicas não era de 3% do PIB, mas de 15%. E a dívida do país, de 1,2 trilhão de dólares.

Boomerang não poderia ter sido lançado em momento mais apropriado. O mercado financeiro mundial segue variando a cada notícia que vem da Europa. Qual é a solução para a confusão em que o continente se enfiou?

O calote grego, escreve Lewis, derrubaria bancos e tornaria ainda mais complicada a situação de países como Irlanda, Portugal, Espanha e mesmo gigantes como Itália e França. Não é à toa, portanto, que a turnê europeia de Boomerang acaba na Alemanha.

Ninguém duvida de que a Alemanha foi uma grande beneficiada pela moeda única — sua máquina de exportações inundou os países europeus de produtos alemães —, além de ter ajudado a financiar as loucuras dos outros com seus bancos. Mas como convencer o eleitor alemão de que é do seu próprio interesse salvar os outros para manter a união monetária?

Diz Lewis: “A única solução economicamente plausível é a Alemanha (...) salvar todo mundo. Mas o que é economicamente viável é politicamente inaceitável. Os alemães, antes de aceitar o euro, ouviram de seus líderes que o país nunca salvaria países em crise. Por isso a solução é adiada indefinidamente”.

Em algum momento, escreve, os alemães terão de encarar a realidade e resgatar os irlandeses, os portugueses e, claro, os gregos — com seus monges e tudo.

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2012 vem aí...o que esperar?
por JOSÉ ALBERTO DA SILVA JÚNIOR - quarta, 9 novembro 2011, 12:12
 

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística LtdaAproximamos-nos do final de ano e muitas Transportadoras e Operadores Logísticos começam a discutir o plano estratégico para os próximos anos, em especial para 2012. Afinal, o que esperar do ano vindouro?

Neste momento de definições, muitos empresários e executivos do setor de logística e de transportes alegam grandes incertezas para prever os cenários futuros, porém a única coisa que podemos afirmar neste momento é que não existem incertezas, mas muitas CERTEZAS.

É certo, por exemplo, que os países da Europa Ocidental continuarão enfrentando problemas com o déficit fiscal, desemprego, redução do poder de compra da população, desconfiança de investidores, etc., e que não deverão apresentar crescimento algum nos próximos anos, permanecendo estagnados ou até entrando em recessão. Como importante parceiro comercial de todo o Mundo (inclusive do Brasil), a Zona do Euro pode, de certa forma, prejudicar a dinâmica da economia global. Isso é quase certo!

Também é certo que os Estados Unidos crescerão a taxas mínimas nos próximos anos, entre 2,0% e 2,5%, mas que continuarão trabalhando seriamente para sanar o problema da dívida pública, para crescer de forma sustentada num futuro muito próximo.

Também é correto afirmar que os países emergentes que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) continuarão crescendo muito acima da média mundial, impulsionados pelos investimentos externos, pelos gastos do setor público e pela demanda interna, ávida pelo consumo de bens não-duráveis e semi-duráveis.

A China mesmo apresentando algumas oscilações, continuará sendo o "motor" da economia mundial, com forte e contínuo crescimento. A alta taxa de investimento interno garantirá o crescimento da China nos próximos anos, embora pressione a inflação no país e o nível de endividamento do setor público. Esse modelo de crescimento econômico poderá se esgotar no futuro, mas não ainda em 2012 ou 2013.

A Rússia crescerá a taxas muito semelhantes à economia brasileira; para 2012 as expectativas giram entre 4,0% e 4,5%. Se resolver seus problemas relacionados à inflação, à dependência da economia de recursos minerais e o clima para negócios, a Rússia deverá apresentar um crescimento sustentável no médio e longo prazo.

No caso da Índia, esse intrigante país continuará crescendo a taxas muito altas, ao redor de 7,0% a 8,0% ao ano, apesar de apresentar dificuldades para controlar a inflação, que beira dois dígitos. Estima-se que o PIB (Produto Interno Bruto)  da Índia supere o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos até 2050, passando a ocupar a segunda posição dentre os países mais ricos do mundo, ficando atrás apenas da China. E segundo estudos da ONU, em 2021 a Índia desbancará a China como país mais populoso do mundo. Até o final deste século a Índia deverá se consolidar como a maior potência econômica do mundo.

Já o Brasil deverá apresentar um crescimento no PIB (Produto Interno Bruto) de 3% a 4% em 2012, sustentado pela demanda interna e pelos investimentos externos.

O Brasil continuará sendo alvo dos investimentos estrangeiros diretos; em 2011 o fluxo de capital estrangeiro previsto para 2011 pelo Banco Central é de US$ 60 bilhões, um novo recorde atingido. Para 2012 as estimativas são ainda mais positivas! Por sua vez, o grande afluxo do investimento externo contribuirá para "desnacionalizar" a economia, pressionar o câmbio e inflar os ativos, colaborando para a ampliação das importações e remessas de lucros. Isso não será um problema em 2012, 2013 ou 2014, mas talvez se transforme em um grande problema no futuro.

Manteremos o desemprego a taxas muito baixas, próximo dos atuais 6% a 6,5%, garantindo a expansão do poder de compra das parcelas menos favorecidas da sociedade e o seu deslocamento para patamares superiores, especialmente para as classes B e C.

A inadimplência de pessoas físicas e jurídicas também deverá se estabilizar ao redor de 6,5% e 3,5% respectivamente, sem proporcionar qualquer impacto negativo sobre a economia.

A inflação, estimada em 6,5% para 2011, deverá alcançar melhores indicadores em 2012, ficando ao redor de 5,0% a 6,0%. Novamente, nada que afete o resultado da economia.

A presidente Dilma Roussef e seu ministro Guido Mantega continuarão lançando mão de estratagemas visando proteger a indústria nacional, com incentivos fiscais e elevação de alíquotas para a importação de determinados produtos. Mesmo assim as importações continuarão se elevando e o Brasil deverá apresentar déficit na balança comercial.

O dólar deverá oscilar entre R$ 1,65 e R$ 1,75 e no caso de algum tipo de ataque especulativo com moeda estrangeira, o Brasil estará amparado por reservas que hoje ultrapassam US$ 350 bilhões.

O único risco para o Brasil é o próprio Brasil. Se não fizermos a "lição de casa", principalmente no que se refere à educação, à infra-estrutura logística, saneamento, energia e telecomunicações, aí sim teremos grandes limitadores para o crescimento no longo prazo. Os grandes eventos previstos para 2014 e 2016 impulsionarão de certa forma o setor público nesse sentido, mas será insuficiente em função da falta de investimentos no passado. Precisamos ir muito além disso, para garantir que o Brasil seja a quinta maior economia do mundo até 2020, ultrapassando Rússia e Alemanha, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Índia.

Portanto, para 2012, se nenhum fato político relevante ou catástrofe natural de grandes proporções ocorrer, teremos um ano positivo, com um crescimento de 10% a 15% no meio logístico. Em 2013 o cenário também não deverá ser muito diferente disso.

Já para 2014 em diante, o cenário dependerá da evolução das economias dos Estados Unidos, China, Índia, Japão e Rússia e dos países da Zona do Euro, em especial Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda.

Portanto, temos um 2012 com várias CERTEZAS. Trata-se de um ano de muita ação e não de espera. Na dúvida, aja!

Você, executivo ou empresário do setor de transporte de cargas, aproveite 2012 para rever a infra-estrutura qualitativa da sua empresa. Não aquela relacionada aos terminais de carga, armazéns ou frota, mas aquela ligada a pessoas, processos, tecnologia e sistemas de gestão de cada um dos departamentos-chave da sua empresa.

Que tal dedicar parte dos seus investimentos para rever a sua estrutura de Tecnologia, SAC (Serviço ao Cliente), Vendas e Pós-Vendas, Custeio e Formação de Preços e Operacional? Busque ajuda externa e capacite a sua equipe. Vivemos um excepcional momento para "olhar para dentro" de nossas empresas.

Esta é hora! Tenha CERTEZA disso!!!

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Crescimento: sem pressa e sem descanso
por JOSÉ ALBERTO DA SILVA JÚNIOR - terça, 29 março 2011, 11:47
 

Por Georgina Santos em Blog da ÁgilisRH

Jovens ProfissionaisOs jovens profissionais, mesmo antes do ingresso no mercado de trabalho, sofrem uma espécie de pressão pelo sucesso, tanto do ambiente familiar quanto do acadêmico. Esse discurso cria um desejo de se obterem bons resultados cada vez mais precocemente.

Uma carreira bem-sucedida requer, antes de tudo, o respeito às etapas do processo de maturação do profissional. É preciso viver cada uma delas no tempo certo. É imprescindível controlar a ansiedade, não adianta queimar etapas: existem competências que só a experiência — ou seja, o conhecimento que se adquire através da prática — pode garantir aos profissionais.

O crescimento profissional pode até ocorrer precocemente, mas muitas vezes isso representa uma armadilha para o jovem. Por mais que ele tenha conhecimento técnico para assumir determinadas responsabilidades, haverá situações de oportunidades ou de ameaças em que só a experiência poderá apontar boas soluções, e, nesses casos, o despreparo pode causar problemas tanto para o profissional quanto para a organização.

Outro ponto importante com que se deve ter cautela é a ambição. Em excesso, ela pode gerar práticas pouco saudáveis, como o famoso “crescer a qualquer custo”. Essa postura geralmente traz conseqüências muito negativas. Se os resultados pessoais passam a interessar mais que os da equipe, significa que algo está errado: isso revela individualismo excessivo, e o profissional pode passar a ser visto como um problema para a organização.

Portanto, na hora de conquistar o seu espaço, lembre-se: respeitar o tempo do processo é fundamental. É normal errar, mas os erros devem servir de aprendizado. Tenha cuidado na hora de assumir responsabilidades, evitando aquelas para as quais você não está preparado. Não se deixe envaidecer por propostas sedutoras: avalie-as com cuidado e peça orientação sempre que necessário. Para crescer profissionalmente, nada melhor que respeitar o ritmo natural do aprendizado: sem pressa e sem descanso.


As pessoas em primeiro lugar!

CONHECIMENTO É DESTAQUE.

ATITUDE É DIFERENCIAÇÃO.

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